quinta-feira, 2 de maio de 2019

Laboratório de Sabores

Este é o sítio que não se vê, mas foi o que mais gostei. Há um forno eléctrico para as eventualidades, um fogão e uma batedeira. Tudo o resto é feito à mão e cozido em forno a lenha. O bolo brigadeiro, o salame de chocolate com fogaça, croissant e pastéis de nata, tartes e semifrios, bolachas, scones e caladinhos e todas as variedades de fogaça que já descrevi. Tudo começa aqui, numa cozinha espaçosa e cheia de sol, onde cada coisa tem o seu lugar para, no final, todas se misturarem numa harmonia de cheiros e sabores que é impossível ignorar. Tudo é delicioso no Museu e foi na sua cozinha que encontrei a explicação. O chocolate é mesmo chocolate, a manteiga é mesmo manteiga, as framboesa são frescas e tudo é feito no dia, com aposta numa confeitaria diferente, que procura e cria as suas próprias receitas.
Para além da Festa das Fogaceira, que ocorre a 20 de Janeiro, o Museu Vivo da Fogaça acompanha os outros eventos da terra, trajando-se a rigor para a Viagem Medieval e vestindo-se de cor para o Imaginarius - Festival Internacional de Teatro de Rua. Mas, já aí está Perlim – Uma Quinta de Sonhos, um parque temático de Natal, e o Museu criou um doce especial, as Bolas de Berlim, que são feitas no forno (ao invés de fritas), recheadas com um creme colorido com corantes naturais e polvilhada com brilhantes comestíveis. O resultado é mágico e é impossível olhar para elas sem nos sentirmos invadidos pela magia que o evento proporciona.
Ainda assim, o que torna este espaço realmente especial são as pessoas. Todos com simpatia e um sorriso no rosto, partes num projecto em que acreditam. E, naturalmente, a extraordinária equipa de criativos que pensa e repensa, tenta e volta a tentar, até chegarem ao resultado perfeito.

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